Olá!
Já
falei anteriormente dos bancos – principalmente os grandes bancos – e seus interesses
comerciais, legítimos, diga-se de passagem.
Volto
a falar porque efetivamente alguns produtos não são o que há de melhor,
levando-se em conta que o interesse aqui focado são os investimentos – que
pressupõem retornos
financeiros palpáveis.
Já
postei um texto falando especificamente de títulos de capitalização, que como investimento, são péssimos
e nem podem ser classificados dessa forma. Estão muito mais próximos de um jogo, uma
loteria, do que de um investimento.
Mas
é comum
acontecer: o gerente pede uma ajuda para bater a meta mensal
em troca, promete
reduzir a taxa do seu crédito pessoal, oferece um cartão adicional para sua
esposa, sem custos, e, sem nem pensar, você acaba comprando um título de
capitalização, contrata outro seguro de vida ou investe num fundo que não tem a
menor idéia do que seja.
É
claro que ter
conhecimento sobre o mercado financeiro ajuda, mas é fato que todos
nós, em algum momento da vida, lamentamos por pagar taxas desnecessárias, contratar serviços
e investir em produtos que não fizeram o menor sentido. E isso tem um
preço!
Os
seguros
também são alvos das famigeradas “metas” que os bancos impõem aos
funcionários e que influenciam suas avaliações pelos superiores. Não é a toa
que o seu
gerente fica como um “carrapato” te “empurrando” o “maravilhoso produto”.
O seguro em si não é um produto ruim. De qualquer forma,
não é um
investimento. Como o próprio nome diz é um seguro: existem seguros
de automóveis, de imóveis, de vida. Esses produtos “protegem” você e sua
família contra digamos “imprevistos”.
O problema é que diversos seguros
são oferecidos, muitas vezes fora do perfil do cliente. Sem uma análise séria e
profunda quanto às necessidades de cada cliente para uma seleção
adequada do seguro
aplicável.
Alguns passos são necessários nessa
seleção:
- Identificar os riscos a que o cliente está exposto;
- Avaliar a necessidade de transferência desses riscos;
- Analisar as coberturas disponíveis;
- Seleção de apólices.
Uma situação que acontece de forma
recorrente e que é lamentável é a seguinte: um gerente vende um produto de Seguro de Vida
para um dos seus clientes mais antigos, porém, não passou uma das informações
de maior relevância para a seguradora. A chamada doença pré-existente, ou seja, o
cliente possuía uma doença diagnosticada antes da contratação do seguro e, após
o falecimento do cliente, a seguradora recusou-se a indenizar os beneficiários,
por omissão de informações na contratação da apólice.
Esta situação é lamentável e eu
entendo que é de total responsabilidade do funcionário do banco, que tem a obrigação
de passar as informações
completas em relação ao produto e principalmente as restrições. Esta
prática infelizmente acontece. Também já comentei este tema, principalmente em
relação aos idosos e pessoas com menos acesso a informações.
Então, o que se recomenda é a devida atenção que
você deve dar no momento de contratar um seguro. Seguro não é o tipo de produto que
você deve contratar para agradar um gerente que está com sede de bater metas.
Por isso, questione, analise suas
reais necessidades, identifique qual seguro vai atendê-lo, pesquise e compare
com seguradoras independentes, solicite uma proposta e a leve para casa: faça uma avaliação
com calma!
Além disso, aproxime-se dos parentes e amigos
mais idosos e que possam ter maiores dificuldades nessa análise e ajude-os nessa
importante tarefa.
Se todos cooperarem, ninguém perde!!
GANHE+++!!